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  • Foto do escritorRedação

Selic a 13,75% pouco muda na economia, diz especialista

No entanto, o aumento de 0,5 ponto percentual torna os títulos de renda fixa ainda mais interessantes para os investidores


O aumento da taxa Selic em meio ponto percentual, de 13,25% para 13,75%, anunciado nesta quarta-feira (05/08) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve ter efeito menor do que o esperado no mercado financeiro. Essa é a expectativa de Bruna Amalcaburio, especialista da Top Gain. Segundo ela, a alteração foi proporcionalmente pequena considerando que a economia já trabalha com uma taxa básica de juros na casa dos dois dígitos.


“Esse 0,5 p.p. já estava no cálculo. A grande expectativa era saber como viria essa alta, qual o viés, porque o mercado ainda quer saber quando a Selic que vai começar a baixar, a inverter a curva. Estamos trabalhando com uma taxa básica bastante alta por causa dos momentos de crise que passamos”, afirma. No mesmo dia o Copom sinalizou que avaliará no próximo encontro, em setembro, a necessidade de mais um aumento, um ajuste residual de menor magnitude.


Bruna Amalcaburio lembra que a taxa atual torna os títulos de renda fixa ainda mais interessantes, uma vez que a rentabilidade aumenta ao mesmo tempo que o risco é pequeno. A surpresa, em seu ponto de vista, seria se o Copom mantivesse as taxas no mesmo patamar, sem aumentar. “Isso alertaria que o BC começaria a fazer uma manutenção de taxa para depois iniciar uma possível queda”.


A especialista cita CDB e os títulos do Tesouro em geral como os mais atraentes no momento. “Se eles mantiverem as taxas, o mais interessante seria a gente começar a pensar em títulos que são prefixados para longo prazo. Isso beneficiaria quem já tem uma reserva de emergência e está pensando na Independência financeira, no longo prazo”, conclui.




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