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  • Foto do escritorRedação

O bom preparo faz toda a diferença no day trade

Profissional do setor mostra como evoluiu e passou a ter 80% de acertos em suas operações com dólar


É comum ouvir que a maioria dos traders mais perdem dinheiro do que ganham. Na verdade, o que costuma ocorrer é a entrada de leigos nessa atividade, sem o devido preparo para trabalhar com o sobe e desce do mercado financeiro. Uma pesquisa realizada pela mesa proprietária Axia Investing durante o ano passado mostra bem essa realidade. Dos profissionais ouvidos, 28,31% afirmaram que entraram no mercado para aprender na prática, e 37,35% fizeram até um ano de estudo. O restante, 34,34%, buscou mais tempo de conhecimento.


Segundo o CEO da Axia Investing, Antonio Marcos Samad Júnior, não é necessário ter um diploma, muito menos nível superior para operar no mercado. Porém, é essencial gastar bastante tempo com estudo do ramo para obter conhecimento específico. “A mesma pesquisa mostra que 56% dos investidores arrojados afirmam ter sucesso acima de 70% em suas operações. São justamente os mais preparados, aqueles que têm uma boa base teórica e, claro, experiência”, afirma.


Um exemplo de que ser trader oferece riscos e oportunidades tanto quanto qualquer atividade de alta performance é dado pelo mineiro de Lagoa da Prata, Gustavo Debarry. Com apenas 19 anos, ele já se destaca fazendo day trade para a Axia. No mês de junho, Gustavo concluiu o período de operação utilizando-se do simulador remunerado e chamou atenção por ser bem-sucedido durante os três meses experimentais.


Debarry se interessou pelo mercado financeiro ainda na adolescência. Comprou livros e passou a acompanhar o desempenho das ações na Bolsa pela internet. Também acompanhava alguns influencers do ramo e ficava atento às dicas. Mas suas fontes ainda não eram as mais adequadas para a inserção no segmento. Quando finalmente completou 18 anos, o jovem abriu conta em uma corretora e fez sua primeira operação sem mesmo usar um simulador.

“Lembro que no primeiro dia que eu operei, eu coloquei R$ 500. Perdi todo o dinheiro no mesmo dia. Comecei com dois contratos, fui mal. Então, resolvi aumentar para cinco contratos. Deu tudo errado. Percebi que eu ainda não sabia nada e passei a semana muito mal, pensando no que havia acontecido”, conta. Debarry estudou um pouco mais e, corajoso, chegou a fazer empréstimo de R$ 5 mil para operar e perdeu tudo novamente. “Fiquei desesperado porque o dinheiro se foi, mas a dívida ficou”.


O gestor da Axia Investing afirma que a atitude de Debarry é mais comum do que parece. A diferença é que Debarry tem perfil arrojado e não desistiu com os primeiros tombos. Pelo contrário, investiu em mais cursos, alguns pagos, e foi se aprimorando. “A primeira lição que tiramos dessa atitude é que é preciso aprender bastante antes de colocar dinheiro real. Além dos cursos vale a pena fazer uso de simuladores para saber como o mercado se comporta. A segunda lição é jamais pegar dinheiro emprestado a juros ou pedir para parente, pois é uma operação de risco”, aconselha Samad.


Foi justamente o que o jovem mineiro fez. Além de cursos, ele passou a fazer operações por meio do simulador. Ele começou a perceber situações em que suas ações davam certo sempre e outras que davam errado. Neste momento ele percebeu que podia fazer uma espécie de check-list para avaliar as variáveis do momento e assim decidir com mais assertividade qual passo dar. Ao mesmo tempo aprendeu os termos usados no setor financeiro e se especializou em operações com dólar. “Antes eu tentava um pouco de tudo e as coisas davam errado. Percebi que precisava me especializar e passei a operar apenas com a moeda estadunidense”, conta.


Até aquele momento, Debarry não sabia o que era uma mesa proprietária. Conheceu a Axia Investing por meio de um vídeo no Instagram. Achou interessante poder operar sem usar o próprio dinheiro e se inscreveu para participar do teste. Passou na segunda tentativa. Pouco antes já havia aban

donado o emprego na área de tecnologia, outra profissão que aprendeu trabalhando.

“O que se observa é a maturidade e o arrojo de Debarry que não se assustou com as primeiras perdas. Pelo contrário, procurou aprender com os erros e aumentar seu conhecimento. Além disso, teve inteligência para montar uma planilha com um método próprio de operação que ele segue à risca. Ser trader é isso, ter conhecimento para saber a hora de colocar dinheiro e a hora de parar”, diz Samad.


Debarry concorda com Samad e, mais experiente, dá sua dica para ter sucesso na maioria das operações de day trade. “Hoje meu índice de acerto é de 80%. O segredo é você se especializar, pegar um trade system que se encaixa no seu perfil de investidor. No meu caso é o dólar. Depois é importante trabalhar bastante sua inteligência emocional para que, quando você estiver operando, não meter os pés pelas mãos. Quando esses dois pontos estiverem bem desenvolvidos as operações no mercado serão mais consistentes”, garante.


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