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Cinco estratégias FinOps para modernizar o acompanhamento de métricas de cloud



Por Danilo Silva

É fato que ainda não existe uma maneira de padronizar as principais medidas de custo e uso da nuvem criando um consenso entre vários provedores de serviços (CSPs), produtos de software como serviço (SaaS), custos de terceiros e outras fontes de dados de cobrança. Mas também não se pode deixar de levar em consideração que o desafio se torna ainda maior quando as partes interessadas em tomar decisões e quantificar o valor comercial da nuvem desperdiçam as ferramentas tecnológicas já disponíveis para ajudar na complexa tarefa de gerenciar o custo dela.

Segundo o estudo “2023 State of CloudOps”, patrocinado pela Spot by NetApp e realizado pela Dimensional Research, apesar do gerenciamento de custos ser apontado como um dos principais desafios, recebendo 60% das indicações dos profissionais entrevistados, 45% deles ainda assumiram usar planilhas e outros métodos manuais para administrar custos de nuvem e orçamentos ligados ao tema.

Diante deste cenário, vale a pena ressaltar que no contexto do FinOps existem várias ferramentas e tecnologias disponíveis que podem auxiliar as empresas no gerenciamento financeiro eficiente de seus serviços em nuvem. Essas ferramentas fornecem visibilidade, automação e insights valiosos para otimizar os gastos em cloud. Algumas das principais alternativas neste sentido são:

1. Plataformas de gerenciamento de custos em cloud:

Essas plataformas fornecem recursos abrangentes para monitorar e controlar os gastos em cloud. Elas oferecem painéis de controle, relatórios detalhados, previsões de custos e alertas de orçamento. Algumas das plataformas populares incluem AWS Cost Explorer, Azure Cost Management, Google Cloud Billing, entre outras. Essas ferramentas permitem que as equipes de finanças e operações monitorem e analisem os custos de maneira eficiente, identificando áreas de otimização e tomando ações corretivas.

2. Ferramentas de automação e orquestração:

O FinOps envolve a automação de processos e a otimização dos recursos em nuvem. Para isso, existem ferramentas de automação e orquestração que ajudam a gerenciar a infraestrutura de forma eficiente. Por exemplo, o AWS Lambda e o Azure Functions permitem a execução de tarefas de forma automatizada, ajustando a capacidade com base na demanda em tempo real. Essas ferramentas ajudam a reduzir custos, escalando recursos quando necessário e desligando-os automaticamente quando não estão em uso.

3. Ferramentas de análise de dados e visualização:

Para uma análise avançada dos dados de custos e desempenho em cloud, existem ferramentas de análise de dados e visualização. Essas ferramentas permitem explorar e extrair insights dos dados financeiros e técnicos relacionados aos serviços de cloud. Por exemplo, o Amazon QuickSight, o Microsoft Power BI e o Google Data Studio são ferramentas populares que ajudam a criar painéis de controle personalizados, gráficos e relatórios interativos para melhorar a compreensão dos gastos e identificar áreas de otimização.

4. Políticas de tagging:

O uso de tags é uma prática recomendada no FinOps. As tags ajudam a categorizar e rastrear os recursos em cloud, permitindo uma melhor análise e alocação de custos. Existem ferramentas específicas, como AWS Resource Groups Tagging API e Azure Resource Manager Tags, que facilitam a implementação de políticas de tagging consistentes em toda a infraestrutura em cloud. Essas ferramentas simplificam a atribuição de custos aos projetos, departamentos ou equipes específicas, fornecendo uma visão mais precisa dos gastos.

5. Automação de processos de compra e provisionamento:

Uma parte importante do FinOps é otimizar os processos de compra e provisionamento de serviços de cloud. Existem ferramentas e plataformas, como AWS Service Catalog, Azure DevOps e Google Cloud Deployment Manager, que permitem automatizar esses processos. Isso garante que os recursos sejam provisionados de maneira eficiente, seguindo as políticas de custo e otimizando a utilização dos recursos disponíveis.

Além deste esforço gerencial dos provedores de nuvem pública, existe uma grande variedade de empresas dedicadas ao desenvolvimento de ferramentas de FinOps, como Nutanix, CloudHealth by VMware, Cloudability, CloudCheckr, Apptio e Kubecost, entre outras que podem trazer abordagens diferentes e também benéficas a prática FinOps.

Entretanto, é importante salientar que as ferramentas não fazem todo o trabalho, a análise qualitativa do ambiente ainda será necessária. Desta forma, para um total aproveitamento de suas potencialidades, o olhar consultivo de um profissional de FinOps, acaba se tornando parte essencial da jornada.

De posse das informações precisas e com base no planejamento estratégico da organização e com a prática de FinOps, fica visível que não se pode avançar em direção a movimentos como o provisionamento de recursos de armazenamento de alta performance para armazenar informações que raramente ou nunca são acessadas; replica de dados que não serão utilizados; execução de backups de informações que não possuem relevância para o negócio e pode rapidamente ser reconstruída ou a utilização de uma solução de banco de dados que cobre por consulta em uma aplicação que, por um erro de codificação ou de arquitetura, não pode ser corrigida gera milhões de consultas desnecessárias.

Seja como for, enquanto o mercado aguarda a evolução no que se refere à padronização dos métodos de avaliação e cobrança, é importante que as empresas não fiquem paradas em métodos ultrapassados de acompanhamento das métricas relacionadas ao tema. É necessário avaliar as necessidades da organização e selecionar as ferramentas mais adequadas ao ambiente de cloud específico. A combinação certa de ferramentas, tecnologias e profissionais capacitados pode facilitar a implementação eficaz do FinOps e maximizar os benefícios financeiros da computação em nuvem.

* Danilo Silva é Gerente de Cloud Services da Sencinet



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