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Campanha pró aleitamento materno atinge público 506 vezes maior em 2021

Atualizado: 14 de dez. de 2021



Intitulada “O Melhor Produto do Mundo", a ação reuniu influenciadoras famosas para conscientizar sobre a importância do consumo e da doação do leite. Startup parceira disponibilizou ferramentas que aumentam alcance das publicações para até 100% dos seguidores




Desde 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove, no mês de agosto, uma campanha para alertar mães e pais sobre a importância de alimentar os filhos com o leite materno durante os primeiros meses e anos de vida. O Agosto Dourado, como é chamado, faz referência ao ‘ouro’ para destacar a preciosidade do alimento e sua importância para a saúde e o desenvolvimento dos bebês. Após quase 3 décadas de campanha, pela primeira vez, as ações da ONG brasileira “Eu Apoio Leite Materno” tiveram o auxílio de uma ferramenta capaz de maximizar o alcance nas redes sociais, e o resultado foi um número 506 vezes maior de pessoas acessando a página da organização e conhecendo o projeto, que neste ano foi batizado de “O Melhor Produto do Mundo”.

Os dados são do balanço divulgado nesta semana pela startup Inflr, pioneira em marketing de influência no País, que disponibilizou gratuitamente sua plataforma para impulsionar as publicações de apoio no Instagram. Em parceria com McCANN Health, empresa de comunicação especializada em saúde e bem-estar, a INFLR aplicou seu método de maximização de posts em perfis de celebridades e influenciadoras que divulgaram a campanha em seus perfis, como a cantora Claudia Leitte, a atriz Flávia Alessandra, a apresentadora Titi Müller e a jornalista Renata Alves.

O sócio e diretor da empresa, Thiago Cavalcante, explica que, normalmente, as redes sociais limitam a entrega das postagens, em média, a apenas 5% dos seguidores de um determinado perfil. Por isso, a empresa se sensibilizou para que a campanha alcançasse o maior número de pessoas em 2021. “Quando a Inflr começou a crescer, percebemos o potencial do nosso método em conscientizar mais pessoas em campanhas como essa, que consideramos urgente. Descobrimos que muita gente ainda não entende a importância de não deixar que esse alimento falte para os seus filhos ainda bebês, além da necessidade de que as pessoas doem o leite materno para os bancos de leite no Brasil, que o fornecem gratuitamente. Como as redes sociais têm grande alcance, porém limitado devido aos mecanismos de filtragem delas, decidimos participar voluntariamente das ações para que mais usuários conhecessem o projeto”, afirma.

Segundo o relatório divulgado pela Inflr, que analisou os resultados da campanha nos perfis das quatro influenciadoras e no da página De Um Pra Cinco, a quantidade total de visualizações orgânicas dos posts relacionados à campanha foi de 127.153. Já com o Modelo Inflr, foram 3.503.554 visualizações, um aumento 26 vezes maior. Somente no perfil da cantora Claudia Leitte, que alcançou 25.110 impressões orgânicas, o crescimento foi de 46 vezes, alcançando 1.163.811 visualizações. Mas o grande destaque, de acordo com Thiago Cavalcante, foi o número de pessoas que de fato clicaram e conheceram o projeto da ONG “Eu Apoio Leite Materno”.

“Apenas 146 pessoas clicaram nos links que direcionavam à página de forma orgânica, sem o nosso modelo de divulgação. Mas com esse método, foram 73.815 cliques, 506 vezes mais! Este resultado nos deixou bastante satisfeitos, pois entendemos que conhecer a fundo o projeto é ainda mais importante, principalmente quanto à questão da doação do leite materno, já que a ONG é bastante didática sobre isso e, atualmente, os estoques do alimento nos bancos de todo o país não estão no nível ideal”, diz o diretor da Inflr.


Causa urgente

De fato, o alerta é válido, segundo o médico pediatra Moises Chencinski, mentor do projeto. Ele afirma que a ampla divulgação da causa é necessária para além das datas comemorativas, pois o Brasil enfrenta dificuldades em repor o alimento nos bancos que oferecem gratuitamente. “Nosso país tem a maior rede de banco de leite de mãe do mundo à sua disposição, de forma gratuita, o que também depende de doações por parte da sociedade, pois em diversos momentos o produto fica em estado de escassez. Muitas mães não conseguem produzir o alimento em quantidade ideal e precisam recorrer aos bancos, enquanto muitas produzem o leite além do necessário para seus filhos e às vezes não sabem do valor que ele tem para outras crianças”, explica.

O médico comemorou o alcance da campanha neste ano. “Muita gente acha que qualquer tipo de leite serve para os bebês, o que não é verdade. Durante os dois primeiros anos, este alimento oferece tudo o que a criança precisa para crescer e se desenvolver ao máximo, além de oferecer maior proteção ao sistema de defesa do organismo. E como essa audiência nunca antes registrada pela nossa ONG nas redes sociais, com certeza mais pessoas saberão disso pelo ‘boca a boca’, e menos bebês ficarão sem esse precioso alimento”, afirma Moises Chencinski.

Mesmo fora do Agosto Dourado, as ações continuam nas redes sociais da ONG “Eu Apoio Leite Materno” para conscientizar o maior número de pessoas. Quem se interessar em doar ou adquirir o leite materno, de forma gratuita, pode consultar o banco de leite mais próximo através do site omelhorprodutodomundo.com.br. A página também fornece dados como informações nutricionais sobre o alimento e a relação da amamentação com a covid-19.


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