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Busca pelo menor preço supera preocupação com qualidade na escolha do posto de combustível

Atualizado: 14 de dez. de 2021

Pesquisa revela que 36,2% dos consumidores brasileiros preferem economizar enquanto 28,4% fazem questão da melhor performance do produto


Os constantes aumentos dos preços dos combustíveis dos últimos meses têm acentuado a opção dos motoristas brasileiros por economia em detrimento da qualidade na hora de escolher o posto de gasolina para abastecer seus veículos. Esta é uma das principais constatações de um levantamento realizado em junho pela BARE International, maior fornecedora independente de pesquisa de experiência do cliente, dados e análises para empresas em todo o mundo. Segundo o apontamento, 36,2% dos frequentadores destes estabelecimentos têm o preço como principal preocupação na hora de escolher o local, enquanto 28,4% levam a qualidade do produto em consideração em primeiro lugar.


Foram entrevistadas 619 pessoas, sendo 54% homens e 46% mulheres. Entre eles, 81% são proprietários de carros e 19% de motos. A maior parte (55%) tinha 35 anos ou mais.

“Os números demonstram que as pessoas estão preferindo um cuidado imediato contra os perigos de uma escalada inflacionária do que a preocupação a longo prazo com a manutenção dos automóveis em perfeito estado”, afirma o Gerente de Operações da BARE Brasil Matheus Oliveira.


Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) indicam que o litro da gasolina comum aumentou 28,24% nas bombas desde a semana de 11 a 17 de abril até o período compreendido entre 2 e 6 de junho. Neste intervalo o preço saltou de R$ 4,426 para R$ 5,676.


Embora esteja focada em motoristas de carros e motos, a pesquisa mostra uma tendência de comportamento comum entre empresas e profissionais do setor de transporte. Abastecer em postos que oferecem preços menores é uma forma de reduzir o impacto dos reajustes no custo do frete.


De janeiro até agora o diesel acumula alta de 43,88% para os distribuidores. Segundo o boletim técnico do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC) o último aumento de 3,7% sobre o preço do diesel na refinaria, anunciado na primeira semana de julho, elevará os custos do transporte de cargas lotação em 12,57% na média geral, sacrificando mais as operações de longas distâncias (6000 km) em 18%. Já para as operações de carga fracionada o impacto médio é de 4,87%.


O problema é que o barato pode sair bem mais caro. Combustível de má qualidade, misturado a outras substâncias costuma render menos por quilômetro rodado e prejudica o funcionamento do motor. Por este motivo, Hovani Argeri, diretor geral de Operação da Via Trucks, concessionária DAF, com unidades em Contagem (MG), Guarulhos (SP) e São Bernardo do Campo (SP), aconselha os proprietários a agirem com cautela. “Após abastecer observe o desempenho do veículo. Evite ficar trocando de posto de combustível, pois assim fica difícil saber qual lugar vendeu o produto de má qualidade. Participe de programas de fidelidade, muitos deles oferecem descontos, sempre faça a manutenção preventiva do veículo, mantendo-o calibrado e, dirija de acordo com o que indica a montadora para o produto em específico”, aconselha.


LOJAS DE CONVENIÊNCIA


Além do comportamento em relação ao combustível, a pesquisa da BARE mostrou que preços altos também são o principal problema para as lojas de conveniência dos postos de gasolina. De acordo com o levantamento, 55% dos frequentadores destes locais não têm o hábito de comprar produtos em lojas de conveniência. Entre as pessoas que responderam negativamente a este tipo de consumo, 56% apontaram os preços mais altos do que em outros locais como principal fator desencorajador.


Quando perguntados sobre o que as lojas de conveniência podem fazer para aumentar as vendas, 54% disseram que elas precisam oferecer preços similares ao de outras lojas, 22% sugeriram oferecer uma gama maior de produtos e 11% pediram que elas tenham maior presença em aplicativos de entrega.


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